Brasil em suspense: Flávio Bolsonaro lidera, Lula avança ao 2º turno e Daniel Vilela é eleito em Goiás
Eleições 2026 entram em nova fase: Flávio Bolsonaro e Lula vão ao segundo turno. Em Goiás, Daniel Vilela é eleito com 59,17%. Confira todos os resultados.
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Eleições 2026: Lula e Flávio Bolsonaro vão ao segundo turno; Goiás reelege Daniel Vilela
e define nova força política
Por: Alberto Senna jornalista e profissional multimídia
Disputa presidencial termina em segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, enquanto Daniel Vilela vence em Goiás com 59,17%; Estado também escolhe 17 deputados federais e 41 estaduais
As urnas das Eleições 2026 produziram um dos cenários políticos mais disputados dos últimos anos. A eleição presidencial não foi decidida no primeiro turno e colocou frente a frente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que agora terão uma nova batalha eleitoral no segundo turno.
Na atualização informada às 22h33min10 deste domingo (4), Flávio Bolsonaro aparecia na liderança, com 47,05% dos votos válidos e 56.082.362 votos, enquanto Lula registrava 45,14%, com 53.805.937 votos.
A diferença, embora expressiva em números absolutos, não encerra a disputa. Pelo contrário: transforma as próximas semanas em um período decisivo para alianças, transferência de votos, definição de estratégias, debates, propostas e convencimento dos eleitores que escolheram outras candidaturas no primeiro turno.
No plano estadual, entretanto, Goiás apresentou uma fotografia bastante diferente. Daniel Vilela, do MDB, foi eleito governador com 59,17% dos votos válidos, totalizando 2.148.218 votos, consolidando uma vitória ampla e dando continuidade ao grupo político que vinha comandando o Estado.
O resultado também redesenha a representação de Goiás no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa, com a eleição de 17 deputados federais e 41 deputados estaduais.
Mais do que uma simples lista de vencedores, o resultado das urnas revela mudanças importantes no equilíbrio político de Goiás e no cenário nacional.
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Brasil terá segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro
A eleição presidencial de 2026 chega ao segundo turno com uma disputa que reúne duas forças políticas de enorme peso nacional.
De um lado está Lula, candidato à reeleição pelo PT, que busca ampliar sua votação e conquistar os eleitores que escolheram outras candidaturas no primeiro turno.
Do outro está Flávio Bolsonaro, do PL, que terminou a primeira etapa da eleição à frente e agora parte para uma disputa direta pelo Palácio do Planalto.
Resultado presidencial informado na atualização das 23h15 com 99,99%
| Candidato | Partido | Votos | Percentual | Situação |
|---|---|---|---|---|
| Flávio Bolsonaro | PL | 56.082.362 | 47,05% | Segundo turno |
| Lula | PT | 53.805.937 | 45,14% | Segundo turno |
A apuração informada contabilizava 499.248 seções eleitorais, das quais 498.823 já haviam sido totalizadas, correspondendo a 99,91% das seções.
O universo registrado apresentava 125.173.812 votos, sendo 119.203.689 votos válidos, segundo os dados fornecidos nesta atualização.
A disputa, portanto, permanece aberta.
O primeiro turno mostrou uma sociedade politicamente dividida e revelou que nenhum dos dois principais candidatos conseguiu ultrapassar a barreira necessária para liquidar a eleição.
Agora, o desafio será conquistar os votos que ficaram fora dessa polarização.
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Segundo turno: começa uma nova eleição
É importante compreender que o segundo turno não é simplesmente uma repetição do primeiro.
O eleitor que votou em um candidato eliminado terá de decidir entre duas alternativas. Isso transforma os próximos dias em uma corrida por alianças, apoio político e, principalmente, confiança do eleitor.
Governadores, senadores, deputados federais, deputados estaduais, prefeitos, vereadores, lideranças empresariais, movimentos sociais e partidos passam a ter papel ainda mais importante.
A eleição presidencial entra em uma fase em que cada voto poderá ser decisivo.
O desafio dos candidatos será convencer não apenas os eleitores já fiéis, mas também aqueles que votaram branco, anularam o voto, escolheram outras candidaturas ou simplesmente ainda não definiram sua preferência.
É nesse momento que propostas sobre economia, emprego, segurança pública, saúde, educação, impostos, programas sociais, agronegócio, infraestrutura e custo de vida deverão ocupar o centro do debate.
Goiás escolhe Daniel Vilela para mais um mandato
Se a disputa presidencial terminou apertada, o cenário em Goiás foi completamente diferente.
Daniel Vilela (MDB) foi eleito governador de Goiás com 2.148.218 votos, equivalentes a 59,17% dos votos válidos.
O resultado demonstra uma vantagem significativa sobre os demais concorrentes e confirma a força eleitoral do grupo político que vinha comandando o Estado.
Resultado para governador de Goiás
| Candidato | Partido | Votos | Percentual | Situação |
|---|---|---|---|---|
| Daniel Vilela | MDB | 2.148.218 | 59,17% | Eleito |
Na apuração estadual, foram registrados:
- 3.630.576 votos válidos
- 170.266 votos brancos
- 165.646 votos nulos
- 100% das urnas apuradas
A vitória de Daniel Vilela terá consequências que vão muito além do resultado eleitoral.
O governador eleito terá pela frente o desafio de transformar a aprovação recebida nas urnas em resultados concretos para a população.
Segurança pública, saúde, educação, infraestrutura, transporte, geração de emprego, desenvolvimento regional, agronegócio e equilíbrio das contas públicas estarão entre os temas que deverão pressionar a nova administração.
A população não vota apenas em nomes. Vota também em expectativas.
E é justamente aí que começa a cobrança.
O eleitor goiano deu um recado claro
Uma vitória de quase 60% dos votos válidos não pode ser interpretada apenas como uma conquista partidária.
Ela representa um sinal de aprovação política suficientemente forte para dar ao governador eleito capital político para iniciar o próximo mandato.
Mas existe uma diferença entre ganhar uma eleição e administrar bem.
O resultado eleitoral concede legitimidade democrática. A gestão futura terá de conquistar legitimidade administrativa por meio de entregas.
É nas ruas, nos hospitais, nas escolas, nos bairros, nas estradas e nos municípios do interior que o eleitor poderá avaliar se a promessa virou realidade. Essa será a verdadeira prova.
Goiás elege 17 deputados federais
Além de escolher o governador, os eleitores goianos definiram os representantes do Estado na Câmara dos Deputados.
A nova bancada terá 17 deputados federais, distribuídos por diferentes partidos.
O resultado mostra uma Câmara goiana politicamente diversificada, com presença significativa do PL, União Brasil, MDB, PT, PSD e outras legendas.
Deputados federais eleitos por Goiás
| Nº | Deputado | Partido | Votos |
|---|---|---|---|
| 1 | Bruno Peixoto | UNIÃO | 204.819 |
| 2 | Delegada Adriana Accorsi | PT | 176.075 |
| 3 | Fred Rodrigues | PL | 151.799 |
| 4 | Flávia Morais | MDB | 141.510 |
| 5 | Magda Mofatto | PL | 128.659 |
| 6 | Lucas do Vale | PSD | 126.492 |
| 7 | Adriano do Baldy | PP | 122.536 |
| 8 | Daniel Agrobom | PSD | 116.349 |
| 9 | José Nelto | UNIÃO | 113.697 |
| 10 | Lucas Calil | PRD | 108.155 |
| 11 | Major Vitor Hugo | PL | 103.970 |
| 12 | Célio Silveira | MDB | 102.434 |
| 13 | Rubens Otoni | PT | 100.945 |
| 14 | Glaustin da Fokus | PODE | 97.629 |
| 15 | Marussa Boldrin | REPUBLICANOS | 87.882 |
| 16 | Silvye Alves | UNIÃO | 78.058 |
| 17 | Fábio Sousa | PL | 43.528 |
O resultado coloca Bruno Peixoto na liderança da votação para deputado federal em Goiás, seguido por Delegada Adriana Accorsi e Fred Rodrigues.
A composição demonstra que a bancada goiana continuará dividida entre diferentes correntes ideológicas e partidárias.
Essa diversidade pode ser positiva para a democracia, mas exigirá capacidade de diálogo e articulação.
PL terá forte presença na bancada federal de Goiás
O resultado também chama atenção pela força do Partido Liberal (PL).
A legenda conquistou quatro das 17 cadeiras destinadas a Goiás na Câmara dos Deputados.
O União Brasil ficou com três cadeiras, enquanto MDB, PT e PSD conquistaram duas cada.
PP, PRD, Podemos e Republicanos ficaram com uma cadeira cada.
Essa composição será importante para a relação política entre Goiás e Brasília.
Deputados federais têm papel decisivo na discussão do orçamento, votação de projetos, fiscalização do governo federal e destinação de recursos para municípios..
Para prefeitos e gestores municipais, a nova bancada poderá ser fundamental na busca por investimentos em saúde, educação, infraestrutura, habitação e desenvolvimento regional.
Assembleia Legislativa de Goiás terá nova composição
A eleição também definiu os 41 deputados estaduais que ocuparão cadeiras na Assembleia Legislativa de Goiás.
A lista reúne parlamentares de diferentes partidos e representa um retrato bastante diversificado da política goiana. A surpresa ficou com a viúva Carol do deputado Amilton filho de Anápolis que faleceu em um acidente de carro a poucos dias das eleições, ela foi substituída e ainda foi a mais votada para Alego 2027/2030
Deputados estaduais eleitos por Goiás
| Nº | Deputado estadual | Partido | Votos |
|---|---|---|---|
| 1 | Carol do Amiltinho | MDB | 109.002 |
| 2 | Fabricio Rosa | PT | 81.540 |
| 3 | Issy Quinan | MDB | 73.433 |
| 4 | Paulo do Vale | PSD | 72.792 |
| 5 | Amauri Ribeiro | PL | 69.556 |
| 6 | GCM Romário Policarpo | CIDADANIA | 55.337 |
| 7 | Virmondes Cruvinel | UNIÃO | 53.821 |
| 8 | Lineu Olimpio | MDB | 53.569 |
| 9 | Wilde Cambão | UNIÃO | 53.550 |
| 10 | Antonio Gomide | PT | 51.747 |
| 11 | Dr. George Morais | MDB | 51.528 |
| 12 | José Machado | PSDB | 49.950 |
| 13 | André do Premium | UNIÃO | 49.718 |
| 14 | Cairo Salim | MDB | 48.192 |
| 15 | Jamil Calife | PP | 47.993 |
| 16 | Lissauer Vieira | PL | 46.056 |
| 17 | Charles Bento | MDB | 45.901 |
| 18 | Kátia | PT | 43.687 |
| 19 | Dr. Amarildo | NOVO | 43.130 |
| 20 | Bia de Lima | PT | 42.980 |
| 21 | Talles Barreto | UNIÃO | 41.429 |
| 22 | Wagner Neto | SOLIDARIEDADE | 40.710 |
| 23 | Coronel Urzeda | PL | 40.116 |
| 24 | Joscílene do Mangão | AGIR | 39.977 |
| 25 | Eduardo Prado | PL | 39.446 |
| 26 | Anderson Teodoro | PRD | 39.424 |
| 27 | Paulo Cezar Martins | MDB | 39.275 |
| 28 | Graciele da Arte Trigo | AGIR | 37.252 |
| 29 | Alessandro Moreira | PRD | 36.300 |
| 30 | Paulin Vai Nele | PRD | 33.588 |
| 31 | Coronel Edson Raiado | PSD | 32.717 |
| 32 | Henrique César | PODE | 32.364 |
| 33 | Marquinho | PL | 31.039 |
| 34 | Cardoso | REPUBLICANOS | 30.397 |
| 35 | Gustavo Sebba | PSDB | 28.231 |
| 36 | Keke da Vulkanic | MOBILIZA | 25.163 |
| 37 | Rubens Marques | PSB | 24.564 |
| 38 | Bessa | MOBILIZA | 23.413 |
| 39 | Lucas Kitão | MOBILIZA | 22.731 |
| 40 | Willian Panda | PODE | 21.724 |
| 41 | Neto Karfan | NOVO | 18.628 |
A lista mostra uma Assembleia Legislativa marcada por forte pluralidade partidária.
O MDB aparece com grande número de eleitos, acompanhado por PL, PT, União Brasil, Mobiliza, PRD e outras siglas.
Essa composição será determinante para a governabilidade de Daniel Vilela.
Senador Canedo também entra no mapa político de Goiás
Senador Canedo, um dos municípios mais importantes da Região Metropolitana de Goiânia, também teve participação relevante na disputa estadual. Mas, Infelizmente ficou sem representante na assembleia legislativa de Goiás, e espera que a professora Katia do PT eleita deputada estadual volte a suas origens.
Na votação mencionada no levantamento, Misael Oliveira aparece com 16.268 votos, enquanto Júlio Pina registrou 30.225 votos, figurando como suplente conforme a informação apresentada.
O resultado mostra como a política municipal continua diretamente conectada à disputa estadual.
Para cidades que crescem rapidamente, como Senador Canedo, a representação política na Assembleia Legislativa e no Congresso pode ter impacto direto na capacidade de buscar recursos, obras e investimentos.
A eleição não termina com a apuração
Uma das maiores armadilhas da política brasileira é acreditar que o processo termina quando o TSE divulga o resultado.
Na realidade, a eleição termina nas urnas, mas começa ali a responsabilidade dos eleitos.
O eleitor entregou aos vencedores um mandato.
Esse mandato precisa ser transformado em políticas públicas.
No caso do governador, isso significa administrar o Estado.
Para deputados federais, significa representar Goiás em Brasília.
Para deputados estaduais, significa legislar e fiscalizar o Executivo estadual.
E para todos eles existe uma cobrança que não cabe em uma propaganda eleitoral: entregar resultados.
O que esperar do segundo turno presidencial?
A segunda etapa da eleição deverá ser marcada por uma disputa ainda mais intensa.
Lula terá de buscar ampliar sua votação além de sua base tradicional.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, terá de transformar a vantagem obtida no primeiro turno em maioria absoluta no segundo.
Os votos dos demais candidatos passam a ser estratégicos.
Mas existe outro componente importante: os eleitores que não participaram efetivamente da escolha de um dos dois nomes.
Brancos, nulos e abstenções também serão observados pelas campanhas.
A pergunta central agora deixa de ser “quem ficou em primeiro no primeiro turno?” e passa a ser:
Quem conseguirá convencer o eleitor brasileiro de que tem melhores condições para governar o país?
Uma eleição marcada pela polarização, mas
também pelo voto regional
O resultado de 2026 demonstra que não existe necessariamente uma única lógica eleitoral em todo o país.
O eleitor pode escolher um presidente de determinada corrente política, um governador de outra orientação e deputados de diferentes partidos.
Isso faz parte da democracia.
Goiás é um exemplo claro disso.
Enquanto a eleição presidencial segue para o segundo turno, Daniel Vilela conquistou uma vitória ampla para o Governo de Goiás.
Na Câmara Federal, diferentes partidos dividiram as cadeiras.
Na Assembleia Legislativa, a pluralidade também foi evidente.
O eleitor não entregou um cheque em branco a nenhum partido.
Entregou mandatos. E mandatos precisam ser fiscalizados.
O desafio agora é transformar voto em resultado
O Brasil entra em uma nova etapa eleitoral.
As campanhas voltarão às ruas, as redes sociais deverão ferver, os debates ganharão importância e os partidos buscarão novas alianças.
Mas, por trás da disputa política, existe uma população preocupada com problemas concretos.
O brasileiro quer saber se o emprego vai melhorar.
Quer saber se o salário continuará perdendo ou ganhando poder de compra.
Quer segurança para sair de casa.
Quer atendimento médico.
Quer escola de qualidade para os filhos.
Quer estradas melhores.
Quer menos burocracia.
Quer oportunidades.
Quer um país capaz de crescer sem abandonar quem mais precisa.
É justamente nesse ponto que a eleição deixa de ser apenas uma competição entre nomes e passa a ser uma escolha sobre projetos de país.
A democracia agora exige responsabilidade
O resultado das urnas precisa ser respeitado.
Discordar de um candidato faz parte da democracia.
Criticar governos também.
Cobrar deputados e governadores é direito do cidadão.
Mas o debate político não pode transformar divergência em guerra permanente.
O Brasil terá um segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Goiás terá Daniel Vilela à frente do Governo do Estado.
E uma nova bancada de deputados federais e estaduais assumirá a responsabilidade de representar milhões de goianos.
A partir de agora, começa uma etapa ainda mais importante: acompanhar, fiscalizar e cobrar.
Porque o voto dura alguns segundos.
O mandato dura anos.
E é durante esses anos que o cidadão descobrirá se a promessa feita durante a campanha realmente valia o voto recebido.
Resultado das Eleições 2026: os números que marcaram a noite
Presidente – segundo turno
- Flávio Bolsonaro (PL): 56.082.362 votos – 47,05%
- Lula (PT): 53.805.937 votos – 45,14%
Governador de Goiás
- Daniel Vilela (MDB): 2.148.218 votos – 59,17% – eleito
Goiás
- 17 deputados federais eleitos
- 41 deputados estaduais eleitos
- 3.630.576 votos válidos para governador
- 170.266 votos brancos
- 165.646 votos nulos
Segundo turno presidencial: 25 de outubro de 2026.
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