Quando os Loucos Conduzem os Cegos: Como a Herança Colonial Ainda Governa o Brasil
Uma análise profunda e crítica sobre a formação histórica do Brasil, a crise da soberania nacional e o papel das elites na submissão ao imperialismo global.
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Quando os Loucos Conduzem os Cegos: o Brasil Entre a Herança Colonial e a Crise do Presente
Por: Alberto Senna jornalista e profissional multimídia
A história não passa. Ela permanece. Age, condiciona, determina. Como advertiu Karl Marx, “não são apenas os vivos que nos atormentam, os mortos também”. No Brasil, essa sentença ecoa com força brutal. Somos um país onde o passado colonial não apenas explica o presente: ele governa o presente. E talvez por isso, em tempos de crise global, o Brasil pareça caminhar sem bússola, conduzido por elites que não enxergam e por lideranças que não sabem para onde vão. Só pensam no próprio umbigo!
Desde o início, não fomos nação: fomos entreposto. Um território aberto à pilhagem, à feitoria, à extração predatória. Aqui chegaram corsários, comerciantes, aventureiros e impérios — não para fundar um projeto civilizatório, mas para explorar riquezas naturais, corpos humanos e oportunidades mercantis. A terra era vasta, o litoral generoso, os povos originários abundantes. Tudo parecia disponível, inclusive a vida.
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Um País Sem Projeto de Origem
Diferentemente de outras experiências históricas, o Brasil não nasceu de uma revolução, nem de um pacto social, nem de uma ruptura com o colonizador. O Império Português, decadente e sem capacidade de empreender um projeto moderno de colonização, limitou-se a ocupar, explorar e negociar sua posse com potências mais fortes. Como observou Frei Vicente de Salvador no século XVII, os portugueses “arranhavam o litoral como caranguejos”, negligenciando o interior e desperdiçando a possibilidade de construção de uma sociedade integrada.
Não havia povo, não havia nação, não havia horizonte comum. Havia feitorias, engenhos, senzalas, aldeamentos forçados e fortalezas militares. A vida social era rarefeita; a vida política, meramente instrumental, voltada à manutenção do domínio colonial. A Igreja, sobretudo por meio das missões jesuíticas, cumpriu papel ambíguo: ao mesmo tempo em que educava e organizava, destruía culturas, línguas e cosmologias indígenas, submetendo-as a um projeto clerical e europeu de mundo.
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Escravidão, Genocídio e Concentração de Renda: as Bases do Estado Brasileiro
O Brasil foi construído sobre a escravidão em escala industrial. Primeiro, a escravização indígena; depois, a importação massiva de africanos condenados ao trabalho forçado e à morte prematura. Onde havia produção, só o escravo trabalhava. Onde havia riqueza, ela se concentrava. Onde havia poder, ele se transmitia por herança.
A história oficial transformou bandeirantes e conquistadores em heróis nacionais, ocultando o genocídio, a pilhagem e a violência estrutural que sustentaram sua expansão. Como lembrou Darcy Ribeiro, o Brasil foi erguido com a carne e a alma dos povos indígenas e negros, explorados até o esgotamento para alimentar o mercado europeu. Produzíamos açúcar, algodão, madeira, ouro — e importávamos tudo o mais: manufaturas, valores, ideologia, visão de mundo.
Essa dependência econômica e cultural moldou uma elite rentista, reacionária e antinacional. O senhor de engenho não era empreendedor, tampouco visionário: era um feitor enriquecido, violento, inculto, profundamente conservador. Falava com Deus, mas ignorava o povo. Rezava na capela privada, mas governava com o chicote.
A Burguesia que Não
Foi Revolucionária
Quando o Brasil ingressa na modernidade capitalista, já o faz de forma subordinada. A burguesia que aqui se forma não lidera revoluções, não constrói soberania, não rompe com o passado colonial. Ao contrário: preserva-o, cultiva-o, reproduz seus valores. Nunca foi verdadeiramente nacional. Sempre esteve condicionada aos interesses do capital internacional.
Essa classe dominante — herdeira direta da escravidão e da concentração fundiária — jamais desenvolveu um projeto de país. O resultado é um Estado moderno apenas na forma, mas arcaico no conteúdo: profundamente desigual, socialmente excludente e politicamente dependente. Um país que não “é”, mas “está sendo”, eternamente inacabado, permanentemente à deriva.
Crise Global, Imperialismo
e Irrelevância Estratégica
No século XXI, o Brasil continua na periferia — agora do capitalismo pós-industrial e financeirizado. A ordem internacional atravessa uma crise profunda: guerras regionais, colapso do multilateralismo, falência do direito internacional, ascensão da extrema-direita e retorno explícito da lógica imperial. O mundo caminha para o “Velho Oeste”: a lei do mais forte substitui tratados, instituições e diplomacia.
Nesse cenário, a soberania nacional deixa de ser retórica e se revela como força concreta. E é exatamente aí que o Brasil falha. Carecemos de capacidade de dissuasão, de política de defesa articulada, de forças armadas estrategicamente orientadas e de um projeto nacional compartilhado com a sociedade.
A política externa, outrora ativa e altiva, foi reduzida a notas diplomáticas e negociações indiretas mediadas por interesses privados. Questões centrais da geopolítica mundial — Palestina, Oriente Médio, América Latina, fronteiras amazônicas — são tratadas com ambiguidade, silêncio ou submissão. O país que aspirou liderança internacional vê-se hoje reduzido à condição de objeto no tabuleiro global.
Quando os Loucos
Conduzem os Cegos
A crise não é externa. Ela é nossa. Está enraizada na formação histórica, na alienação das elites, na omissão das instituições e no esvaziamento do debate público. A academia silencia, os partidos vacilam, a sociedade civil fragmenta-se. E, enquanto isso, decisões cruciais são tomadas por atores que não compreendem o país — nem o mundo. um congresso que não entrega nada para sociedade que o elegeu! vota contra o que é para o povo e apoia o que é para os banqueiros e elite! esquecendo do povo!
William Shakespeare, em Rei Lear, sintetizou esse drama com precisão atemporal: “É a peste do nosso tempo: quando os loucos conduzem os cegos”. O enredo é único. O palco é o mesmo. O elenco somos nós. A plateia, também.
Tem uma minoria que espalha fake News e vivem Sem projeto de destino, sem consciência histórica e sem coragem política, Pra eles o Brasil continuará navegando sem rumo, à mercê das circunstâncias e dos interesses alheios. A história está disponível para quem quer aprender. Ignorá-la é repetir seus erros — sempre com custo maior.
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O desafio que se impõe, portanto, não é esperar por um amanhã redentor, mas romper, no agora, com a inércia intelectual e política que nos paralisa. Não nos falta informação — ela transborda, caótica, fragmentada, muitas vezes manipulada —; falta-nos conhecimento, isto é, capacidade crítica de interpretar a realidade, compreender suas causas profundas e agir sobre ela com consciência histórica. O mito do “país do futuro” tornou-se álibi confortável para adiar decisões, naturalizar desigualdades e tolerar a mediocridade das elites. O Brasil não é promessa: é urgência. Aqui é o presente em disputa, o tempo da ação racional, do pensamento estratégico e da reconstrução de um projeto nacional que recoloque a política acima da submissão, a soberania acima do improviso e o saber acima da ignorância organizada. O futuro não é uma dádiva. É uma construção. E, enquanto os mortos continuarem governando os vivos, seguiremos presos ao passado que nos impede de chegar. não somos o pais do futuro! somos o presente! aqui é agora!
*Por: Alberto Senna jornalista e especialista em educação financeira e desenvolvimento humano e marketing digital
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