Governo Lula recebe propostas do Conselhão para crescimento, inclusão social e soberania tecnológica do Brasil
Descubra as metas do Conselhão para impulsionar emprego, soberania digital, agro sustentável e redução das desigualdades no Brasil do governo Lula.
- Por O Gazeta
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Planejamento 2026 Conselhão entrega a Lula metas para transformar o Brasil: desenvolvimento econômico, inclusão social e soberania
Por: Alberto Senna jornalista e especialista em educação financeira e desenvolvimento web
Em um momento decisivo para o futuro do país, o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (CDESS) — o conhecido Conselhão — entregou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um conjunto robusto de propostas estratégicas para orientar o crescimento econômico, social e sustentável do Brasil nos próximos anos. A 6ª Reunião Plenária, realizada no Palácio Itamaraty, em Brasília, reuniu governo federal, empresariado, lideranças sociais e acadêmicas, traduzindo o espírito de diálogo e participação que voltou a marcar a formulação de políticas públicas no país.
Criado em 2003, extinto em 2019 e reativado em 2023, o Conselhão surge novamente como um espaço plural e democrático, onde diferentes setores da sociedade discutem soluções para os desafios nacionais — da economia à educação, da inovação tecnológica à proteção social, do agro à bioeconomia amazônica.
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Um pacto nacional pelo Brasil: metas, propostas e visão de futuro
O eixo central da reunião foi a entrega do documento “Pilares de um Projeto de Nação”, construído com base na Estratégia Brasil 2050, coordenada pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. O texto reúne:
-
Metas para a próxima década,
-
Ações concretas para os próximos cinco anos,
-
Diretrizes estruturantes para 2026, ano-chave na reorganização econômica e social do país.
O secretário-executivo do Conselhão, Olavo Noleto, destacou que o trabalho surge de uma pergunta essencial:
“Onde estará o Brasil daqui a dez anos?”
O questionamento abriu debates sobre envelhecimento populacional, empregos no interior, nova economia digital, impactos das tecnologias emergentes, desafios climáticos e soberania nacional.
Para Noleto, a riqueza do Conselhão está justamente na diversidade:
“Num Brasil em que diferenças são disputadas a tapa, provamos que elas podem ser força, não conflito.”
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Educação, ciência e tecnologia no centro do desenvolvimento
O ministro da Educação, Camilo Santana, ressaltou a importância da retomada do diálogo com a sociedade civil organizada:
“Políticas governamentais só têm sentido quando respondem à vida real das pessoas. Ouvir é fundamental para construir um país mais justo.”
A pesquisadora e cientista da computação Nina da Hora reforçou a necessidade de o Brasil investir em soberania digital, softwares nacionais, capacitação de jovens e inovação científica, especialmente por meio das universidades públicas.
Segundo ela:
“Não se trata de isolamento, mas de fortalecer o Brasil a partir das nossas próprias soluções tecnológicas.”
Emprego, renda e economia real: indicadores históricos impulsionam confiança
A empresária Luiza Trajano celebrou dois avanços recentes que mudaram o clima econômico do país:
-
Menor taxa de desemprego da história (5,4%)
-
Regulação das plataformas de apostas, que cria novos mecanismos de arrecadação e segurança jurídica
Trajano defendeu um discurso mais positivo:
“Vamos parar de falar mal do Brasil. Temos tudo para construir um 2026 mais forte, mais justo e soberano.”
Entretanto, ela criticou a taxa de juros elevada, apontando que o custo do crédito ainda trava investimentos essenciais.
Fernando Haddad: um Brasil com diálogo, sobriedade e crescimento responsável
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou que a política econômica do governo busca equilíbrio sem austeridade desumana. Comparando o cenário brasileiro ao da Argentina, afirmou:
“Não precisamos de uma serra elétrica. Precisamos de uma chave de fenda. E diálogo.”
Haddad apresentou números que reforçam o otimismo:
-
Alta da média salarial,
-
Redução recorde da desigualdade de renda,
-
Menor informalidade em anos,
-
Saída do Brasil do Mapa da Fome,
-
Previsão da menor inflação da história recente.
Agro, inovação e sustentabilidade: o tripé do crescimento moderno
O setor agropecuário também teve voz forte na reunião. O produtor Eraí Maggi celebrou avanços em:
-
biotecnologia,
-
defensivos agrícolas seguros,
-
crédito bancário acessível,
-
incentivos de longo prazo para maquinário e infraestrutura.
“Daí o Brasil virou milhões de toneladas, empregos e exportações”, afirmou Maggi.
A reunião também trouxe a Agenda Positiva do Agro 2025, com foco em tecnologia, sustentabilidade, rastreabilidade e inovação produtiva.
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Desigualdade, trabalho e proteção social: o Brasil real na mesa
A vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Mônica Veloso, celebrou conquistas recentes:
-
Valorização permanente do salário mínimo,
-
Correção da tabela do IRPF para isenção até R$ 5 mil,
-
R$ 28 bilhões injetados na economia pela nova política tributária.
Segundo ela:
“Combater desigualdades é tirar da invisibilidade o povo periférico, preto, trabalhado e excluído.”
Ela pediu atenção especial a:
-
aposentados em 2026,
-
empregos de qualidade,
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fim da escala 6×1,
-
mais tempo livre para dinamizar a economia.
Favelas, juventude e inclusão: o Brasil que produz e resiste
O presidente global da CUFA, Preto Zezé, lembrou que as favelas movimentam R$ 312 bilhões na economia nacional — quase sempre ignorados pelas políticas públicas.
“Quando o Estado chega descoordenado, atrapalha. As pessoas precisam de políticas públicas inteligentes, não de criminalização.”
O ativista Ivan Baron reforçou a urgência de incluir pessoas com deficiência no orçamento público, principalmente no Benefício de Prestação Continuada (BPC), que ainda sofre com ameaças de cortes.
Orçamento 2026: o
que muda no país?
Um dos temas centrais da reunião foi o Orçamento Público 2026, que está em discussão no Congresso Nacional. Ele define:
-
Quanto o governo pode gastar,
-
De onde vem o dinheiro,
-
Quais áreas serão priorizadas.
Principais pontos do Orçamento
Federal 2026:
-
R$ 3,2 trilhões em despesas primárias
-
92% são despesas obrigatórias
-
8% são discricionárias (investimentos e custeio)
-
Emendas parlamentares ultrapassam R$ 50 bilhões
-
LDO determina pagamento de 65% das emendas até julho de 2026
-
Três ministérios mais afetados pelas emendas:
-
Educação
-
Saúde
-
Integração e Desenvolvimento Regional
-
Receitas primárias: de
onde vem o dinheiro?
-
29% — Imposto de Renda
-
24% — Previdência
-
13% — Cofins
Principais despesas:
-
37% — Previdência Social
-
14% — Pessoal e encargos
-
10% — Assistência social (Bolsa Família, BPC, seguro-desemprego, abono salarial)
Um país que volta a
planejar o futuro
A 6ª Reunião do Conselhão deixa uma mensagem clara: o Brasil voltou a pensar grande, planejar com visão de longo prazo e colocar o povo no centro das prioridades.
O país tem desafios enormes — juros altos, produtividade, desigualdade, violência urbana — mas também reúne:
-
indicadores econômicos positivos,
-
inovação tecnológica crescente,
-
capacidade produtiva,
-
força social,
-
diversidade cultural,
-
potencial energético,
-
e capital humano como poucos no mundo.
Se as metas entregues ao presidente Lula forem traduzidas em ações concretas, o Brasil pode chegar a 2026 mais:
forte, sustentável, inclusivo, soberano e preparado para as transformações globais.
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