Caravana Popular vai a Brasília e reforça a defesa da democracia após veto de Lula ao projeto do 8 de Janeiro
Ato nacional em Brasília reúne militantes, sindicatos e movimentos sociais. Presidente Lula veta projeto do Congresso e reforça o compromisso com a democracia.
- Por O Gazeta
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Da Base Popular à Capital da República: a Caravana que Defendeu a Democracia em Brasília
Por: Alberto Senna jornalista e especialista em educação financeira e desenvolvimento web
Por que milhares acordaram antes do amanhecer para lembrar ao Brasil que a democracia se constrói com presença, coragem e memória
Ainda era madrugada quando a democracia começou a se mover. Às 5 horas da manhã, homens, mulheres, jovens e famílias deixaram Senador Canedo, encontraram companheiros em Goiânia e seguiram rumo à Capital Federal, não em busca de privilégios, mas em defesa de um princípio civilizatório: o respeito à vontade popular, às instituições e à Constituição Federal.
A caravana organizada por militantes, sindicalistas e representantes do PCdoB e da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) tinha um destino claro e um propósito histórico: participar do ato nacional em defesa da democracia, realizado em Brasília, no marco de três anos dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.
Não foi turismo político. Foi compromisso cívico.
Organização, disciplina e consciência política
A saída estava marcada para 6 horas da manhã, em frente ao Sint-Ifes, respeitando rigorosamente a logística nacional do evento. Todos e todas passaram por orientações prévias, revista de segurança e receberam informações detalhadas sobre vestimenta, símbolos e conduta.
Camisetas das entidades, bandeiras sem haste, coletes da CTB distribuídos durante o café da manhã e o respeito às normas foram sinais claros de que a democracia também se defende com organização.
O retornamos, antes das 15 horas, após um dos atos mais simbólicos do atual ciclo político brasileiro.
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A força dos nomes: quem esteve presente na defesa da democracia
A história é feita por pessoas. E a democracia se sustenta por cidadãos que não se omitem. Estiveram presentes no ato em Brasília, representando Senador Canedo, Goiânia e a classe trabalhadora:
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Alberto Pereira de Senna, Jornalista do portal O gazeta que acompanhou o evento!
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Alexandre Eduardo da Silva Brito,
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Amanda Caroline de Souza
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Amanda Marques Donato de Moura
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Ana Paula de Oliveira
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Benício Barrozo de Souza (menor, filho de Amanda)
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Caio Nascimento Barbalho
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Carla Grassi Batista dos Anjos
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Carlos Eduardo Mendes de Oliveira
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Clara Luiza e Silva Domingos
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Cristiano Martins de Souza (Baiano)
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Débora Paula Alves Bessa
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Dyogo Almeida Araújo
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Edilamar Clarinda de Resende Oliveira Sousa (Dila)
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Eduardo Marques dos Santos
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Edvaldo Claudino de Lima
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Elza Alves Rabelo
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Fabiana dos Santos Silva
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Fábio Alves de Brito (Choc)
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Fernando César Silva da Mota (Fernandão)
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Honório Ângelo da Rocha
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Hugo Sousa do Nascimento
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Izabela Rezende Gomes
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João Gabriel Couto dos Santos
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João Pires Junior
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José de Sousa Galdino
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Lélia Maria da Silva Fonseca
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Lemuel Freire Santos
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Lucia Helena Rincon Afonso
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Luiz Enrique Niño de Guzmán Boaventura
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Maikon Roger Pereira Marques (menor de idade)
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Marcelo Henrique Junta
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Milka de Souza Costa
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Rafael Pereira Ribeiro
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Railton Nascimento Souza
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Ranilson Paiva Ferreira Júnior
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Regiane Alves do Nascimento Freire
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Renato Silveira Costa
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Ricardo Gabriel de Almeida Schmitt
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Romário Sousa Lima Resende
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Sara Rodrigues França
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Stéfani Larissa Braz Nogueira
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Thatiane Abreu de Castro
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Vanessa Lobo Morais Junta
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Victor Henrique Dutra
Também foram outras caravanas de Goiânia com a vereadora Katia Maria e mais…
Cada nome representa um voto na democracia, um não ao autoritarismo e um compromisso com o futuro do Brasil.
O veto de Lula: um gesto político,
jurídico e histórico
O ponto alto do ato em Brasília foi a assinatura do veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional que reduzia as penas aplicadas pelo STF aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
O projeto, aprovado em dezembro, abriria caminho para beneficiar diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão, reduzindo sua pena para cerca de 20 anos, com apenas dois anos e quatro meses em regime fechado.
Durante a cerimônia, Lula foi categórico:
“Oito de janeiro está marcado na história como o dia da vitória da nossa democracia. Vitória sobre os que tentaram tomar o poder pela força, desprezando a vontade popular expressa nas urnas.”
E foi além, ao denunciar a lógica histórica do autoritarismo no Brasil, a tentativa de naturalizar a tortura, o ataque aos direitos humanos e o desmonte das políticas de inclusão social.
Democracia não é dada, é defendida
O discurso presidencial ecoou algo fundamental: a democracia não é inabalável. Ela está sempre sob ataque, sob assédio e em permanente construção.
O Supremo Tribunal Federal, em decisão histórica por unanimidade (11 a 0), já havia enterrado a tese de que o artigo 142 da Constituição daria às Forças Armadas um suposto “poder moderador”. Essa interpretação foi definitivamente considerada inconstitucional.
Hoje, os números falam por si:
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1.399 réus responsabilizados criminalmente
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29 condenados por crimes centrais de golpe de Estado
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420 condenações com pena privativa de liberdade
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R$ 30 milhões em indenizações por danos morais coletivos
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179 pessoas seguem presas por decisão do STF
Pela primeira vez na história republicana brasileira, um golpe fracassou e foi punido.
Memória, vigilância e futuro
As imagens de destruição, vandalismo e violência transmitidas ao vivo em 2023 não podem ser apagadas. Tampouco podem ser relativizadas. A tentativa de ruptura institucional envolveu planejamento, articulação, financiamento e liderança política.
O Brasil venceu. Mas venceu porque houve resistência, houve instituições fortes e houve povo organizado.
A caravana que saiu de Senador Canedo, passou por Goiânia e chegou a Brasília é símbolo disso. Gente comum, trabalhadora, consciente, que entende que sem democracia não há emprego, não há desenvolvimento, não há justiça social.
Vencer o golpe é só o começo
Defender a democracia não é um ato isolado. É um exercício permanente. O veto de Lula não foi apenas um gesto político, mas um marco civilizatório: o Brasil decidiu não negociar com o autoritarismo.
A história cobrará vigilância. E o futuro exigirá coragem.
Mas como mostrou Brasília, quando o povo se levanta, a democracia permanece de pé.
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